segunda-feira, 23 de janeiro de 2017


Prazo para regularizar situação e permanecer no Simples acaba dia 31

Mais de 220 mil empresas ainda não acertaram as contas com a Receita Federal
Brasília -  As micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, e que foram excluídas desse regime de tributação em dezembro, têm até o dia 31 de janeiro para parcelarem os seus débitos e pedirem a reinclusão. Dos 299 mil pequenos negócios que perderam o direito ao Simples, cerca de 78 mil já aderiram ao parcelamento de até 120 meses, mas precisam fazer a opção novamente.  Ainda faltam 221 mil para regularizarem sua situação.

“Os donos de pequenos negócios devem correr e pedir o parcelamento. Ainda faltam 40% dos que foram notificados pela Receita em 2016. O prazo está acabando. Sair do Simples pode ser o decreto de falência. O Simples é uma cápsula protetora dos pequenos negócios”, alerta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

No mês de dezembro, quase metade dos pequenos negócios que estavam com débitos no Simples Nacional, e que haviam sido notificados pela Receita Federal em setembro do ano passado, parcelou suas dívidas e permaneceu no sistema. Das 584 mil micro e pequenas empresas que foram notificadas, 285 mil regularizaram a situação antes do final de 2016 para permanecer no Simples.

Para voltar a ser optante, o empresário deve pagar ou parcelar suas dívidas e pedir uma nova adesão ao sistema até o final deste mês. O empresário que não se regularizar a tempo só poderá voltar a usufruir desse sistema de tributação em 2018.

A recomendação do Sebrae é que os donos de pequenos negócios com dívidas no Simples procurem seus contadores e peçam para eles aderirem ao parcelamento de até 120 meses, reincluindo a empresa no Simples. Para isso, o contador deve calcular o valor dos débitos e da parcela mais adequada. O pedido de parcelamento deve ser feito no Portal do Simples Nacional.

Para ajudar os donos de micro e pequenas empresas a acertarem as contas, o Sebrae promove o Mutirão da Renegociação, que, além de estimular a regularização dos débitos tributários, incentiva e ajuda os empreendedores a renegociarem as dívidas bancárias, locatícias e com fornecedores.

Para isso, o Sebrae disponibilizou um hotsite com dicas para negociar com os diferentes tipos de credores e com perguntas e respostas sobre a campanha. Além disso, o Call Center do Sebrae (0800 570 0800) e os postos de atendimento espalhados pelo país também estão preparados para auxiliar os empreendedores a acertarem suas contas.

Mais informações: Assessoria de Imprensa Sebrae: (61) 2107-9117/9118

Fonte: Agência Sebrae de Notícias


domingo, 22 de janeiro de 2017

Pesquisa revela negócios promissores para 2017

Atividades que atendem às necessidades básicas da população e que oferecem serviços especializados e de reparação estão entre as que mais crescem no Brasil

Brasília - Em 2017, abrir um negócio no ramo da alimentação, vestuário e conserto será a opção de muitos empreendedores brasileiros. Estudo elaborado pelo Sebrae, com base no perfil de novas empresas em anos anteriores e no comportamento da economia nacional, revelou que os empreendimentos que atendem às necessidades básicas e que oferecem serviços de reparação, além de serviços especializados que permitem a redução de custos operacionais a outras empresas, estão entre as atividades mais promissoras para este ano.

Para mapear os negócios promissores de 2017, o Sebrae analisou os segmentos com maior taxa de natalidade em 2016, pois sinalizam a existência de uma maior demanda. Parte dos negócios em alta está em atividades ligadas a vestuário, alimentação e higiene. “A população continua crescendo e, mesmo em tempo crise, ela não deixa de consumir esses produtos e serviços. As pessoas buscam alternativas mais baratas, mas o consumo permanece. É importante o empresário acompanhar esse movimento da economia para ter mais sucesso”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Outro segmento que continua promissor é o de reparação. Até 2014, a ascensão econômica das classes C e D gerou um boom no consumo de eletrônicos, eletrodomésticos, automóveis, entre outros itens. Com a crise econômica, aumento do desemprego e redução do crédito, essas pessoas agora são forçadas a reparar esses bens ao invés de adquirir produtos novos. 

Por fim, também figuram entre os negócios promissores para 2017 as empresas que ofertam produtos e serviços especializados para outros empreendimentos e que possibilitam a redução dos custos operacionais e/ou aumento da sua eficiência produtiva.
  
Veja a lista das atividades mais promissoras para 2017: 

- Alimentos e bebidas: comércio de alimentos e bebidas, representação comercial, preparação de alimentos, comida preparada, restaurantes populares, lanchonetes, produtos de panificação, laticínios, doces, refeições.

- Vestuário: Confecção, comércio de vestuário e acessórios do vestuário e bijuterias

- Serviços de saúde: consultório médico, serviços ambulatoriais, fisioterapia, nutrição, venda de planos de saúde, comércio de medicamentos e artigos de ótica.

- Produtos/serviços inovadores: produtos e serviços que permitam aumentar a eficiência produtiva e/ou redução de custos das demais empresas.

- Serviços de Reparação: reparação e manutenção de veículos usados, manutenção de máquinas e equipamentos, comércio de peças e acessórios para veículos usados.

- Estética/beleza: cabeleireiros, comércio de cosméticos, comércio de produtos de perfumaria, higiene pessoal.

- Serviços especializados: serviços advocatícios, de engenharia, de comunicação, de gestão empresarial, serviços de apoio administrativo, serviços de contabilidade, serviços domésticos, serviços com foco na 3ª idade.

- Informática: Serviços de manutenção e reparação de computadores e equipamentos de informática, produção de softwares e comunicação multimídia.

- Construção: comércio de material de construção, manutenção, reparação, pintura, pequenas reformas de imóveis, instalações elétricas, hidráulicas, obras de acabamento, artigos de serralheria, móveis de madeira, manutenção de sistemas de ventilação e refrigeração.

Mais informações: Assessoria de Imprensa Sebrae:(61)2107-9117/9118
imprensa@sebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae de Notícias


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Os desafios da empresa familiar: gestão e sucessão

Saiba como planejar e gerenciar essa relação dentro da empresa


Fundada geralmente pelo patriarca, com objetivo maior de suprir a necessidade financeira, a empresa de perfil familiar representa mais de 90% dos negócios no Brasil. Apresenta como característica principal a propriedade e gestão nas mãos de dois ou mais membros da mesma família, não descartando a participação também em atividades operacionais.

A presença de parentes muitas vezes é tida como estratégia para redução de custos e ao mesmo tempo obtenção de funcionário comprometido. O fundador entende, neste caso, que o familiar não vai exigir o rigor da lei no que se refere a salários e limites de horários, e dedicará o máximo esforço para que a família prospere por meio do empreendimento. Pensamento que não é totalmente equivocado, mas que, em muitos casos, é o início de conflitos devido a incompatibilidade de interesses. Ao optar por este caminho no início do negócio, algumas ações precisarão ser aplicadas, evitando atritos e prejuízos na família e no negócio. 

Gestão: por onde começar?

O planejamento não é dispensado nos casos de empresas familiares. Muito pelo contrário. Além do bom andamento gerencial, possivelmente antecipado pelo plano de negócio, recomenda-se que seja colocada em prática a correta definição da atuação de cada funcionário, inclusive os pertencentes à família que gerencia o negócio. A elaboração e aplicação de um organograma vai fazer a diferença nestes empreendimentos. 

Esta definição é complementada por uma precisa e imparcial avaliação de desempenho, que vai mensurar periodicamente as entregas individuais, monitorando e corrigindo posturas abaixo do esperado para o bom andamento da empresa. Considerando a dificuldade em expressar insatisfação com um membro da família, criar padrões de performances, regras e manual de conduta pode ser uma boa saída para que todos sejam “enquadrados” e gerem resultados.  Fica claro, a partir daí, que o empreendimento deve estar acima de questões familiares, e quem não se encaixar no perfil não deve fazer parte do negócio.

Encaixando as peças

O sucesso do negócio é definido pelas pessoas que fazem parte dele. Por isso, as etapas de recrutamento e seleção são cruciais, e muitas vezes menosprezadas pelos contratantes. Em uma empresa familiar o desafio aumenta pois na maioria das vezes não há um processo de escolha, tampouco alocação conforme perfil e competência. Este deslize, comum em negócios desta natureza, repercute no desempenho organizacional e nos relacionamentos interpessoais.

Para evitá-lo, é recomendável que o convite e contratação de um parente seja feito seguindo os critérios de cada função. Após a etapa de preenchimento do cargo, este funcionário deve ser acompanhado, com provável necessidade de capacitação e monitoramento posterior.

Fique atento: se o familiar não tiver o perfil que a empresa precisa, provavelmente haverá conflitos e frustrações das duas partes mais na frente.

Sucessão

O momento da sucessão é complexo e as vezes até traumático. O primeiro passo a ser dado é a identificação do real interesse dos sucessores em tocar o negócio. Em caso negativo, e na impossibilidade de continuidade ou falta de interesse do fundador, uma das saídas é vender o empreendimento, o que certamente tem um peso emocional grande.

A insistência com familiares que não se identificam tende a levar o negócio ao fracasso no curto prazo. Traduzindo em números essa realidade, mais de 70% das empresas não resistem à segunda geração.

Em caso de interessados dentro da família – geralmente os filhos – a estratégia de continuidade deve ser definida. Sugere-se a elaboração de um plano de sucessão, com preparo prévio dos interessados nos aspectos técnicos e gerenciais.

Quatro são os cenários mais comuns para continuidade da família a frente do empreendimento:

O Sucessor assume dando continuidade a estratégia do negócio: é mantida a estrutura e modelo de gestão, cabendo ao sucessor dar continuidade a empresa. Esta opção é muito comum em negócios bem sucedidos.

O sucessor passa a ter o controle, e implementa melhorias ou uma nova estratégia para o mercado: há mudança imediata no modelo de gestão e na estratégia de atuação. Cenário provável em situações desfavoráveis, que demandam alteração no modelo por uma questão de sobrevivência.

Mais de um sucessor assume, e estes fazem parte do negócio como gestores: Os sucessores assumem em grupo, estando aptos (espera-se!) para gerirem com eficiência e efetividade. A hierarquia precisa estar alinhada entre todos, com clara definição dos direitos e deveres. O desempenho de cada um precisa estar a altura da empresa, sob pena de substituição e retirada da gestão.

Mais de um sucessor assume, mas os envolvidos não fazem parte da gestão: em alguns casos os sucessores não se sentem aptos ou não apresentam interesse em atuar diretamente na gestão, entretanto desejam manter o negócio na família. Em situações como esta, o grupo pode contratar gestores especializados, que conduzirão o negócio respeitando valores e diretrizes estratégicas estabelecidos pelos proprietários. Sugere-se para este contexto a criação de um conselho, de caráter consultivo, do qual os membros da família farão parte.

Para qualquer uma das alternativas o fundador e ex-dirigente deve aceitar “passar o bastão” e não mais interferir no negócio, dando liberdade para que novas ideias e decisões sejam colocadas em prática. Os sucessores precisam ser (ou estar) preparados, sendo sugerida a obtenção de conhecimentos através de capacitações e consultoria. As regras de atuação de cada um precisam estar claras, assim como a remuneração individual e autoridade.

Para todos os casos sugere-se ainda a criação de um conselho, do qual o criador do negócio pode fazer parte junto com os demais sucessores (estando a frente ou não da empresa). Caberá ao conselho acompanhar as decisões estratégicas, com poder de intervir em casos extremos, mas preponderantemente com função consultiva. A inclusão de pessoas externas também contribui para maior neutralidade do grupo.                                         
Reflexões e desafios

Grandes são os desafios para uma empresa familiar. O principal talvez seja a aceitação (ou não!) do membro, em fazer parte do negócio com comprometimento e lealdade. O alto índice de mortalidade na mudança de geração pode ser um reflexo de escolha equivocada. 
O empresário deve refletir ainda sobre a responsabilidade por colocar em risco uma boa convivência familiar. A separação entre negócio e família nem sempre ocorre naturalmente, mesmo sendo fortemente recomendada.
Para contornar conflitos e mesmo ajudar na decisão de repassar o negócio a um familiar, a opinião de alguém de fora da situação é recomendada, neutralizando e minimizando emoções transmitidas de geração para geração.

Fonte: Sebrae Pernambuco

Por Vitor Abreu, analista do Sebrae em Pernambuco


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Como crescer de forma planejada?


Confira estratégias que podem ajudá-lo neste processo de crescimento empresarial



O crescimento empresarial está nos sonhos de todo empreendedor. Desde o início da atividade, geralmente ainda com poucos clientes, os planos de expansão são formulados mesmo que informalmente, e passam a fazer parte das expectativas dos envolvidos.

De posse de um bom plano de negócio, o empresário consegue prever – ou pelo menos tenta – o cenário de crescimento e as estratégias que levarão a isto. Em algumas ocasiões a evolução vem inesperadamente, pegando de surpresa e trazendo uma boa dor de cabeça, com possíveis imprevistos, frutos de imaturidade gerencial.

Mas e quando não há um planejamento inicial, o que deve ser feito para crescer?

Este é o dilema de muitos empreendedores que almejam o passo seguinte empresarial, com crescimento nas vendas e nos lucros, respectivamente.

Para ajudá-los nesta etapa, três estratégias serão abordadas a seguir, com possibilidade de implementação imediata a depender do modelo do negócio. Ressalta-se previamente a importância de uma boa estrutura gerencial antes de qualquer crescimento, evitando potencializar problemas existentes e não resolvidos. Aliás, empresas que crescem antes do tempo e sem organização tendem a enfrentar grandes dificuldades, com comprometimento de atividades básicas como atendimento e controles financeiros.

Crescimento físico

A ampliação do negócio existente é recomendável e necessária quando a empresa se encontra no limite da capacidade operacional. Esta situação é identificada visualmente, com constantes filas de espera, ou mesmo superlotação frequente no estabelecimento.

Havendo disponibilidade para ampliação, o empresário pode optar por este caminho, mas não sem antes analisar: investimento necessário, acréscimo previsto nas despesas, projeção de aumento nas vendas.

Crescimento geográfico

Esta estratégia visa o alcance de novos mercados, com base na expansão da atuação geográfica. Pode se tratar de um novo bairro, ou partes do bairro não exploradas anteriormente, município diferente ou um estado vizinho. Para que isto aconteça, o interessado deve utilizar canais de comunicação que alcancem o novo território, com a certeza de que conseguirá atender. O atendimento pode ocorrer através de entrega em domicílio (delivery) ou implementação de nova unidade.

Antes de adotar esta estratégia é importante visitar, pesquisar e conhecer o ambiente, tendo a certeza de que tem o produto certo para as necessidades do local.

Ampliação no mix de produtos

Muitas vezes o empreendimento encontra barreiras para o crescimento geográfico. A limitação pode ser financeira ou mesmo de estrutura. Nestes casos, o gestor pode optar por crescer na oferta de produtos, e com isso atrair uma nova clientela ou mesmo aumentar o atendimento aos desejos e necessidades dos clientes atuais.

Para esta estratégia, o processo inicia com uma análise de swot, dando ênfase ao item oportunidades. Analisa-se então o público local (para negócios com atuação geográfica) identificando alternativas de produtos que não são exploradas. Este incremento pode trazer novos clientes e aumentar o relacionamento com os atuais.

Para negócios que atuam sem limitações de território, a dica é pesquisar nichos pouco explorados. Na ampliação do mix o empreendedor deve ficar atento para a rentabilidade dos novos produtos e a proximidade com o conceito do negócio, evitando assim perda de referência.

Canais e estratégias de venda

Além do crescimento geográfico e de produtos, o dono de um negócio pode optar pela implementação de um novo canal de venda ou estratégia diferenciada. Falamos na adoção de meios que potencializem a disseminação e escoamento da produção, ganhando escala e fortalecendo a marca. A contratação de representantes, revendedores ou a venda para revenda (em pontos comerciais) são exemplos de novas formas de entrega, que dão volume ainda que reduzam a margem de lucro. O uso de aplicativos e parcerias com outros estabelecimentos também contribuem para a ampliação nas vendas.

E por que não pensar em mudar a entrega? Em algumas situações um serviço agregado pode ter mercado mais rentável do que o produto alvo do negócio. Ou o aluguel gera mais demanda do que a venda.

Conheça o seu produto e cresça

Nenhuma atitude que vise o crescimento deve ser implementada se não houver conhecimento pleno do produto/serviço que é oferecido. A gestão precisa estar “redonda” e o conhecimento sobre o mercado vai fazer a diferença na hora de optar por uma das estratégias. Logo, se quer crescer, comece refletindo sobre como está o seu mercado hoje e o que se espera dele amanhã. Estude os concorrentes, analise tendências, e decida os próximos passos!

Fonte: Sebrae Pernambuco

Por Vitor Abreu, analista do Sebrae em Pernambuco



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Projeto Dia Feliz


A ASCAP apoia esta iniciativa!

Estamos com um pontos de arrecadação na ASCONT; na Sala do Empreendedor do Moda Center; no CESAC e na FADIRE. Compartilhe esta publicação e colabore com esse importante projeto.

Doe brinquedos e livros novos e seminovos. Vamos juntos promover um "Dia Feliz" para centenas de crianças carentes da nossa cidade.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

ABRAPA lança plano de incentivo ao algodão

Projeto com investimentos de R$ 4,5 milhões tem como objetivo, além da certificação, passar dos atuais 50% do uso do fio na indústria para 56% em cinco anos.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Bayer, lançou o Plano de Incentivo ao Uso do Algodão com a campanha ‘Sou de Algodão’ que surge como resposta da cadeia produtiva ao crescente uso de sintéticos na composição de tecidos para fabricação de peças de vestuário. O investimento na iniciativa é de R$ 4,5 milhões.

Metade dos produtos fabricados no Brasil corresponde a fio de algodão, ficando os outros 50% com fibras sintéticas, lã e sizal, diz a Abrapa. “Com a campanha pretendemos elevar esse percentual para 55% a 56% em cinco anos”, afirmou ao GBLjeans João Carlos Jacobsen Rodrigues, presidente da Abrapa. É um processo lento, e a briga não é com a importação: o Brasil é o quarto maior exportador de algodão e o mercado interno importa menos de 10% da matéria prima, apenas produtos especiais de fibra longa adquiridos do Egito e da Califórnia (EUA). O Brasil conta com 600 grandes produtores e 2 mil pequenos que estão principalmente no nordeste.

CERTIFICAÇÃO ABR E BCI

O projeto pretende envolver a indústria têxtil e confecções de vestuário na adoção da etiqueta ‘Sou de Algodão’, incentivando também a difusão do selo de qualidade ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e a certificação internacional BCI (Better Cotton Initiative) que hoje são comuns apenas entre os produtores. Segundo dados da Abrapa, 80% dos produtores nacionais de algodão têm o selo ABR e 71%, o BCI, totalizando mais de 1 milhão de toneladas, colocando o Brasil como o maior país com produção certificada. “O selo ABR é bem mais exigente que o BCI, portanto quem tem o primeiro já tem meio caminho andado para o segundo”, afirma Rodrigues. Com a adesão da indústria à certificação, o ciclo se fecha, e a peça de vestuário passa a não ser barrada na ponta, auxiliando a exportação.


O selo ABR garante que a produção respeita os benefícios sociais aos trabalhadores e o meio ambiente, mas não certifica que a produção é orgânica ou livre de produtos químicos e inseticidas. Essa, para Rodrigues, é uma outra batalha que também será travada aos poucos. A partir dos anos 1970 as plantações de algodão foram invadidas por um pequeno besouro norte-americano que provoca prejuízos anuais de milhões de reais aos produtores. “Os Estados Unidos erradicaram a praga ao custo de bilhões de dólares. Aqui a batalha é constante e, por enquanto, entre os grandes produtores o embate só é possível com defensivos químicos”, conta Rodrigues. Existem pesquisas junto à Embrapa para o uso de um inseto transgênico no combate à praga e que está sendo testado com pequenos produtores orgânicos na Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

MERCADO POR CONSUMO

Entre as vantagens da produção brasileira de algodão, Rodrigues destaca que 95% não recorrem a irrigação, usando apenas a água que vem das chuvas, sem a necessidade de reservatórios próprios ou da captação de água de nascentes que desertificam regiões como acontece no Paquistão. Segundo a Abrapa, entre os maiores consumidores de fio de algodão no Brasil estão as peças infantis, de cama, mesa e banho, que juntas somam 83%; a moda masculina usa 62%, e a feminina 23%. Em último lugar se posiciona a moda esportiva que consome apenas 11% de algodão.

Texto:  GBL Jeans

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As peças com babados vão dominar a moda na próxima estação

A tendência apareceu com frequência na moda de rua e se mostrou uma queridinha das mulheres para o verão


Enquanto algumas tendências de moda provam que o visual moderno e minimalista está em alta, outras nos levam de volta para épocas mais românticas. É o caso dos babados, que apareceram bastante no street style das últimas semanas de moda.

Nas blusas e camisas, os babados foram usados em formatos variados, como um detalhe na manga, mais discreto, ou como o destaque da peça, grande e bastante chamativo, lembrando também as blusas ciganas e a inspiração latina.


Nos vestidos e saias, os babados marcaram barradas ou foram usados em camadas, dando mais volume e movimento para as peças de roupa. Até mesmo macacões inteiros babados estrelaram a moda de rua, mostrando que não existe limites para a tendência.


Para adotar o look no dia a dia, vale combinar peças com babados com outras mais simples e básicas, como uma calça jeans ou uma saia lisa, para deixar o modelo como protagonista da produção. Quando o assunto são cores e estampas, não existe uma regra, mas os modelos monocromáticos foram maioria no street style.



Fonte: Marie Claire